Artigos

< VOLTAR

09
JUN
Estudante sofre agressão homofóbica em festa da Medicina da USP

Drisciminação Sexual

 Thales Coimbra


Artigo originalmente publicado no portal Gay Brasil

Na madrugada de sábado para domingo (01/06), estudante de direito gay foi agredido por um segurança na festa "Carecas no Bosque" promovida pela Atlética da Faculdade de Medicina da USP. Tudo porque o jovem havia ingressado em área reservada para casais heterossexuais. 

Uma equipe de seguranças percebeu a "violação" e foi abordá-lo. Contrariado, o jovem questionou de onde partia a determinação para discriminar casais homossexuais, tendo como resposta que a mesma vinha dos organizadores do evento. Ao perceber que a conversa era gravada, um segurança apertou a mão do rapaz para retirar o celular e apagar o video, desferindo-lhe um soco no rosto. Apesar disso, o estudante percebeu que o segurança não teve sucesso.

Na tarde de segunda (02/06), foi registrado boletim de ocorrência na Delegacia de Crimes de Intolerância (DECRADI) e a vítima foi encaminhada ao IML para exame de corpo de delito. As providências jurídicas já estão sendo tomadas, inclusive no que diz respeito a denúncia pela lei estadual n. 10.948/2001.

Para além da já conhecida banalização da violência entre seguranças de baladas, é de se espantar que uma festa que tradicionalmente segrega homossexuais só agora seja acionada na justiça. Afinal, em edições anteriores já se ouvia falar de casos parecidos.

Felizmente, neste ano, o episódio não passará batido, o que comprova a forma com que a comunidade LGBT tem se empoderado para exigir o respeito aos seus direitos. A recusa em se baixar a cabeça e aceitar a discriminação indica um despertar dos indivíduos discriminados.

Ao mesmo tempo, vemos um fenômeno diferente, que é o fechamento de um cerco contra as práticas discriminatórias. Se por um instante achávamos que elas caminhavam cada vez mais para a extinção, graças aos episódios esporádicos de violência homofóbica somos lembrados de que nem tudo é um mar de rosas e mesmo avanços podem ser seguidos de contratempos. 

É uma lembrança de que não podemos jamais baixar a guarda para as práticas discriminatórias que nos circundam.

Felizmente, hoje temos instituições e pessoas dispostas a nos ajudar. Este é o momento, portanto, de aproveitarmos essa abertura para expandir nossas exigências por respeito.







Categorias